quinta-feira, 4 de junho de 2015

Intercâmbio de jovens da Rotary

Você tem interesse em aprender um novo idioma e vivenciar uma nova cultura em um país estrangeiro? O Intercâmbio de Jovens da Rotary pode ser uma boa opção para realizar esse desejo. A organização envia mais de 8 mil estudantes para países estrangeiros todos os anos com o objetivo de promover a compreensão mundial e motivar o aprendizado dos intercambistas sobre si mesmos e seus países de origem.

Através dessa modalidade de intercâmbio, os jovens podem passar de algumas semanas a um ano inteiro como estudantes internacionais recebidos pelos Rotary Clubs locais. Segundo a Rotary, os intercâmbios são indicados para pessoas de 15 a 19 anos que demonstraram liderança em suas escolas e comunidades, sejam flexíveis e estejam dispostos a experimentar coisas novas, estejam abertos a diferenças culturais e possam servir como embaixadores de seus próprios países.

Os Rotary Clubs locais recebem os estudantes e fornecem acomodação e refeições com uma família anfitriã, além de uma pequena mesada. Geralmente, as passagens aéreas de ida e volta, o seguro, os documentos de viagem (como passaportes e vistos), dinheiro para despesas gerais e de passeio, viagens adicionais são de responsabilidade dos participantes.

Experiência com a Rotary
O estudante de Engenharia Mecânica Justin White decidiu fazer um intercâmbio com Rotary no segundo ano do ensino médio depois de conhecer alguns estudantes internacionais que estavam nos Estados Unidos, seu país de origem."Eles me inspiraram a fazer algo diferente depois do ensino médio,e eu queria sair da minha zona de conforto", contou.

Justin explica que o intercâmbio funciona através do envio de um estudante para uma cidade anfitriã e algum estudante desse lugar vai para a cidade do outro. "O estudante então vai morar com uma família e frequenta a escola como um jovem normal que mora no lugar", relatou.

Ele conta também que não escolheu o país no qual fez o intercâmbio: a Colômbia. "Eu queria aprender espanhol e disse para eles que queria ir para a América do Sul, mas não para o Brasil".

Justin avalia sua experiência no exterior como muito positiva. "Eu sinto que essa experiência é a que exerceu mais influência em quem eu sou hoje e em quem eu aspiro ser", afirmou.

Sobre a Colômbia, o estudante conta que existem muitas coisas que ele gosta no país. "Existem tantas coisas que eu gosto na Colômbia. Por exemplo, a comida, a cultura, mas definitivamente o que eu mais gosto é da atitude que os colombianos têm em relação ao mundo ao seu redor", disse.

No futuro, Justin pensa em morar no exterior novamente. "Eu definitivamente planejo viver em um país estrangeiro de novo, Mas se você me perguntar onde, eu não sei. O mundo é um lugar grande. Vamos ver onde a vida me leva", conclui.

Assista o depoimento do estudante abaixo.






sábado, 30 de maio de 2015

Do sonho ao intercâmbio: Ciência Sem Fronteiras

Fazer um intercâmbio é o sonho de muitas pessoas, e você que está lendo esta postagem é provavelmente um deles ou, pelo menos, tem curiosidade pelo assunto. Um dos programas mais conhecidos no Brasil é o Ciência Sem Fronteiras que prevê a concessão de 101 mil bolsas nos quatro anos do programa em níveis de graduação e pós-graduação. Para entender melhor como o programa funciona, conversamos com a estudante de Jornalismo Angélica Oliveira.

Desde criança, a estudante quis conhecer o exterior, em especial os Estados Unidos. Na adolescência, ela relata ter ouvido falar de cursos de intercâmbio para aprender inglês e quis fazer. Contudo, devido ao fato de esses cursos serem caros, foi deixando para o futuro. Na faculdade, desde o primeiro semestre, ela fixou o objetivo de fazer um intercâmbio antes de acabar o curso de graduação.

Angélica ficou sabendo da oportunidade do Ciência Sem Fronteiras por meio de um colega do ensino médio que conseguiu a bolsa. "Eu vi a postagem dele no Facebook. Já tinha ouvido falar por cima do programa, aí resolvi pesquisar mais. Descobri que era voltado para ciências exatas e da saúde, portanto jornalismo estaria de fora. Contudo, pesquisei nos grupos do Facebook e descobri que havia gente de publicidade, marketing e administração que tinham ido. Li o edital, e vi que eu me enquadraria na área Indústria Criativa. Na época, as áreas não eram bem delimitadas, e assim a Indústria Criativa abrangia diversas áreas que hoje foram cortadas", explica Angélica. 

O processo de aplicação

A ex-bolsista conta que o processo de aplicação para o intercâmbio foi longo, composto por várias fases. A primeira etapa foi inscrever-se no portal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e apresentar a documentação que comprovava os requisitos mínimos exigidos. A segunda foi a homologação por parte do coordenador representante do programa na Faculdade 7 de Setembro (FA7). A terceira foi o preenchimento do Common Application, que é um formulário eletrônico no qual são preenchidas informações como contatos, da escola, da faculdade, atividades extra-curriculares e atividades voluntárias.

A estudante conta que, além disso, teve que escrever três redações sobre ela mesma. Junto a esse formulário, também foram anexadas cartas de recomendação  e formulários de desempenho preenchidos pelos professores Jari Vieira e Thiago Themudo. O coordenador do curso, Dilson Alexandre, também preencheu um dos formulários de desempenho. Cópia do passaporte, histórico acadêmico traduzido, e certificado de proficiência em língua inglesa também são exigidos nessa fase.

Após esse processo, ela aguardou a Capes se manifestar se aceitou ou não a candidatura por um período de aproximadamente dois meses. A partir de então, passou a aguardar a carta de aceite dizendo para qual universidade ela iria e qual a data de início do programa.
 

Dicas para intercâmbio
Para quem pretende estudar no exterior, a estudante aconselha que estude inglês ou outro idioma o mais rápido possível. "Investir em uma idioma é algo que todo profissional deveria fazer", comenta. Sobre o Ciência Sem Fronteiras, ela recomenda se preparar com um ano e meio de antecedência da data que você planeja ir devido ao fato de o processo seletivo durar de um ano a um ano e meio, dependendo do edital. 

A vida na universidade americana
A ex-bolsista descobriu então que iria para a Hofstra University, no estado de Nova Iorque. "Quando recebi o e-mail com a carta de aceite, vi que era uma das universidades que eu havia indicado. E ficava a cerca de 40 quilômetros da cidade de Nova Iorque, então era perfeito. Lembro que fiquei muito feliz nesse dia, muito mesmo", conta. A partir disso, Angélica conta que teve que preparar uma série de outros documentos, como certidões de quitação eleitoral para enviar para a Capes.

Sobre a vida em uma universidade americana, a estudante conta que a carga horária é menor do que na brasileira, mas exige muito mais atividades práticas, leituras e trabalhos. "Exige uma dedicação realmente exclusiva à graduação, até porque eu tinha horários manhã, tarde e noite. Geralmente, 1 hora e meia cada aula. Morei no campus, e isso era muito bom, porque é prático e insere mais o aluno na vida acadêmica. A qualquer momento, até mesmo na madrugada, você pode ir a biblioteca ou a um laboratório porque você vive no campus. E no campus tem tudo - franquias de alimentação, agência bancária, livrarias, lojas de conveniência aberta 24 horas, hospital, academia, campo de futebol", explica Angélica.

A estudante considera que a experiência foi bastante enriquecedora. "Fui capaz de aprender muito como profissional e como pessoa. Me tornei mais independente. O que eu mais gostei foi o suporte que a universidade ofereceu, principalmente das aulas que eram muito interativas e com turmas pequenas. Os professores sabiam meu nome, corrigiam meu projeto ponto a ponto comigo", relata.

Angélica conta que pretende estudar no exterior novamente. "Estou pretendendo fazer doutorado na Alemanha. Tive oportunidade de cursar e concluir alemão básico no Hofstra, e daí entrei em contato com a cultura alemã. Sem falar que a Alemanha é um país desenvolvido com uma economia forte e excelentes universidades", explica.
 

Dicas para intercâmbio
Para quem pretende estudar no exterior, a estudante aconselha que estude inglês ou outro idioma o mais rápido possível. "Investir em uma idioma é algo que todo profissional deveria fazer", comenta. Sobre o Ciência Sem Fronteiras, ela recomenda se preparar com um ano e meio de antecedência da data que você planeja ir devido ao fato de o processo seletivo durar de um ano a um ano e meio, dependendo do edital. 

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